A Copa do Mundo de 2014 foi um espetáculo de entretenimento e surpresas. Entre elas, a mais memorável foi, sem dúvidas, a campanha da Costa Rica. Desde o sorteio dos grupos, a seleção centro-americana foi encarada como o “saco de pancadas” do temido “grupo da morte”, que reunia três potências e campeões mundiais: Uruguai, Itália e Inglaterra. No entanto, o que se viu foi uma das maiores zebras da história dos Mundiais.
Sob o comando do técnico Jorge Luis Pinto e com um elenco recheado de jogadores que atuavam em ligas menos badaladas, a Costa Rica desafiou todas as previsões, mostrando uma organização tática exemplar, uma defesa sólida e um ataque eficiente.
A Campanha Inesquecível na Fase de Grupos:
- Uruguai 1 x 3 Costa Rica: No primeiro jogo, a Costa Rica chocou o mundo ao virar a partida e golear o Uruguai de Luis Suárez e Edinson Cavani, uma das seleções mais fortes da América do Sul. Joel Campbell foi o grande destaque.
- Itália 0 x 1 Costa Rica: Contra a tetracampeã mundial Itália, a Costa Rica novamente surpreendeu com uma vitória magra, mas merecida, garantindo sua classificação antecipada para as oitavas de final.
- Costa Rica 0 x 0 Inglaterra: Já classificada, a equipe encarou a Inglaterra, que já estava eliminada, e segurou um empate sem gols, mostrando sua consistência defensiva e encerrando a fase de grupos na liderança isolada.
E a história não parou por aí! Nas oitavas de final, os costarriquenhos despacharam mais um europeu. Em um confronto emocionante contra a Grécia, o jogo terminou em um empate de 1 a 1 no tempo normal e prorrogação. A Costa Rica, com um jogador a menos desde os 66 minutos (expulsão de Óscar Duarte), mostrou garra e venceu a disputa de pênaltis por 5 a 3, com o goleiro Keylor Navas se destacando com defesas cruciais.
Nas quartas de final, a equipe quase surpreendeu novamente. Em uma partida duríssima contra a Holanda, um dos favoritos ao título, a Costa Rica segurou o 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação, levando a decisão para os pênaltis. Foi nesse momento que brilhou a estrela do técnico holandês Louis van Gaal, que, em uma ousada e rara substituição, colocou o goleiro Tim Krul (conhecido por ser um pegador de pênaltis) no lugar do titular Jasper Cillessen apenas para a disputa. A tática funcionou, e a Holanda venceu por 4 a 3 nos pênaltis, encerrando a campanha heroica da Costa Rica.
Apesar da eliminação nas quartas de final, a seleção da Costa Rica de 2014 conquistou o respeito e a admiração de torcedores ao redor do mundo, reescrevendo a história para as nações “nanicas” no futebol e provando que a paixão e a organização podem superar até mesmo os prognósticos mais desfavoráveis.
Fonte: La Nacion / FIFA+ / Época



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