Primeira vez em dois países

Foi a primeira e única vez na história da Copa do Mundo que dois países dividiram a organização do torneio. Além disso, marcou a primeira vez que a Copa foi realizada no continente asiático. E por isso, foi a primeira Copa com 3 seleções classificadas sem eliminatórias. Além dos dois países anfitriões (Coreia do Sul e Japão), a França também teve vaga garantida por ser a campeã da edição anterior. Esta foi a última Copa em que o campeão anterior teve classificação automática.

França com recorde negativo

A França, campeã em 1998, teve uma campanha desastrosa, sendo eliminada na fase de grupos sem marcar nenhum gol e conquistando apenas um ponto. Essa foi a pior campanha de um cabeça de chave na história das Copas

Gol mais rápido da história das Copas

O turco Hakan Şükür marcou o gol mais rápido da história das Copas, aos 11 segundos da partida contra a Coreia do Sul na disputa pelo terceiro lugar.

Uma Copa marcada por polêmicas de arbitragem

Os erros grotescos de arbitragem durante a Copa motivaram o presidente da Fifa, Sepp Blatter, anunciar que, a partir de 2003, será utilizado um segundo juiz em campo, com a finalidade de ajudar o árbitro principal e seus dois assistentes em suas principais decisões.

Recorde da Coréia do sul

A Coreia do Sul tornou-se o primeiro país asiático a ficar entre os quatro melhores do mundo. Até então, a melhor campanha havia sido da Coreia do Norte, que em 1966, na Inglaterra, ficou na oitava colocação.

Pela primeira vez um goleiro como melhor jogador

Pela primeira e única vez na história das Copas, um goleiro foi eleito o melhor jogador do torneio: o alemão Oliver Kahn, apesar de falhar em um dos gols da final.

Vingança à italiana

Um jogador sul-coreano foi demitido de seu time após ajudar a eliminar a Itália. O atacante atacante Ahn Jung-hwan jogava no Perugia, da Itália, marcou o gol da classificação no último minuto da prorrogação, eliminando a seleção do país onde ele atuava e, claro, morava.

E mais polêmica

Ahn Jung-hwan, também polemizou ao comemorar o gol que fez contra os EUA como se estivesse patinando. Era um protesto contra a cassação da medalha de ouro do patinador de velocidade Kim Dong-sung, nos Jogos Olímpicos de Inverno de Salt Lake City, decisão que favoreceu o americano Apolo Anton Ohno.

A Final de Copa do Mundo paralela

Duas horas antes da final da Copa, Butão e Montserrat fizeram o duelo entre os dois piores times do mundo no ranking da Fifa. O Butão venceu por 4 a 0.

‘Campeões morais’

Três seleções terminaram o torneio invictas: o Brasil, campeão com sete vitórias, a Espanha, que terminou a competição na 5ª colocação com três vitórias e dois empates e a Irlanda, que ficou em 12º lugar com uma vitória e três empates.

O Sr. Copa do Mundo

O técnico sérvio Bora Milutinović disputou sua quinta Copa do Mundo consecutiva pela quinta seleção diferente – México, Costa Rica, EUA, Nigéria e China. Ele enfrentou o Brasil pela terceira vez, cada uma defendendo um país (Costa Rica, EUA e China), e perdeu todas.

Fome de gol

Desde a Copa de 1974, na Alemanha, um jogador não marcava mais de sete gols na competição. Ronaldo bateu a marca do polonês Lato, fazendo oito gols em 2002. Dois deles foram anotados na final, contra a Alemanha. A marca só seria igualada novamente em 2022, por Mbappé, que também foi artilheiro do Mundial com 8 gols.

E falta de gols

A Copa de 2002 foi a que teve um volume menor de bola na rede. A média de gols ficou em 2,51, a segunda pior em todos os tempos, superando somente a Copa na Itália em 1990 (2,21).

Clima tenso

Com câmeras de TV filmando e muitos espectadores assistindo, Olof Mellberg derrubou seu companheiro de seleção sueco, Freddie Ljungberg, durante um treino poucos dias antes da estreia. O ponta do Arsenal pulou e partiu para cima do zagueiro do Aston Villa, com os dois lutando entre si no chão antes de serem separados por companheiros de equipe em choque.

Rodagem de elenco

O técnico Luiz Felipe Scolari utilizou 21 dos 23 jogadores convocados na campanha brasileira, igualando marca de 64 anos da Copa de 1938, quando a mesma quantidade de jogadores foi utilizada. Somente os goleiros reservas Dida e Rogério Ceni não entraram em campo nenhuma vez.

Abandonou o barco

Roy Keane, horrorizado com os preparativos amadores em Saipan, deixou a seleção da República da Irlanda em um dos incidentes mais infames da história da Copa do Mundo. Era tarde demais para o técnico Mick McCarthy convocar um substituto.

Caso de polícia

O meia-atacante Fadiga, do Senegal, chegou a ser detido na Coréia do Sul por ter furtado um colar de ouro de cerca de US$ 250 numa loja. Ele confessou ter roubado “por curiosidade” e acabou perdoado. E ainda recebeu um pingente de boa sorte do proprietário da joalheria.

Inovação visual

Pela primeira vez na história, os torcedores que estiveram nos estádios puderam acompanhar o jogo também em telões, com direito a replays.

Cartão para torcedor

O policiamento para o jogo entre ingleses e argentinos teve cenas cômicas. Vários seguranças portavam uma espécie de cartão amarelo ou vermelho para mostrar aos torcedores que transgredissem as rígidas regras de conduta dos estádios nipônicos. O cartão amarelo dizia: ‘Fique quieto‘. O outro: ‘O senhor está detido‘.

A culpa é do Penta

Um total de 48 detentos escaparam de uma prisão na Indonésia enquanto guardas de segurança e carcereiros assistiam à partida entre Brasil e Bélgica pelas oitavas-de-final do Mundial. Os sentinelas do presídio de Pekanbaru, na ilha de Sumatra, foram dominados pelos prisioneiros enquanto acompanhavam pela TV a vitória brasileira por 2 a 0.

O fim de uma tradição

Essa foi a última edição onde a partida de abertura era realizado pelo campeão do torneio anterior — a partir de 2006, a abertura seria realizada pelo país sede.

Treta que custou caro

Pouco antes da Copa do Mundo, Luiz Felipe Scolari viajou a Barcelona para jantar com Djalminha, dizendo-lhe: “Preciso de você na Copa do Mundo – só fique longe de problemas”. Cinco dias antes da convocação do Brasil, no entanto, o meia deu uma cabeçada no técnico do Deportivo, Javier Irureta, o que levou “Felipão” a escolher Kaká em vez dele.

Fonte: UOL / OneFootball / Folha / FIFA

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