A Seleção Suíça de Futebol protagonizou uma campanha notável na Copa do Mundo de 2006, realizada na Alemanha, por um feito defensivo singular: a equipe foi eliminada do torneio sem sofrer nenhum gol em tempo regulamentar ou prorrogação.

Sob o comando do técnico Köbi Kuhn, a equipe demonstrou uma solidez defensiva impressionante ao longo de sua participação. Na fase de grupos, a equipe se destacou ao empatar em 0 a 0 com a poderosa França (que seria vice-campeã), vencer Togo por 2 a 0 e derrotar a Coreia do Sul por 2 a 0, garantindo a liderança do Grupo G.
Nas oitavas de final, a Suíça enfrentou a Ucrânia. O jogo foi tenso e equilibrado, terminando em um 0 a 0 que se estendeu até a prorrogação. Com o placar inalterado, a decisão foi para a disputa de pênaltis. No entanto, o nervosismo custou caro à equipe suíça, que perdeu todas as suas cobranças, sendo eliminada após um 3 a 0 nos pênaltis para a Ucrânia.
Apesar da eliminação precoce, a Suíça marcou seu nome na história das Copas do Mundo por ter sido a única seleção a ser eliminada de forma invicta e sem ter tido sua meta vazada durante todo o tempo de jogo. O goleiro Pascal Zuberbühler foi o grande destaque dessa invencibilidade, defendendo as traves suíças por 390 minutos de futebol. Ele mesmo expressou a ambiguidade do feito: “Temos esse recorde mundial, mas não ganhamos nada. Psicologicamente, não foi tão fácil. Quase desejei ter cometido um erro.”

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Fonte: Lance / FIFA.com / The Guardian



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