Diego Armando Maradona e a Copa do Mundo: uma relação de paixão, genialidade e controvérsia que marcou a história do futebol. Sua trajetória nos Mundiais é um turbilhão de momentos mágicos, lances de outro planeta e uma conquista épica que o elevou ao panteão dos deuses do esporte.

1982: A Promessa em Meio à Guerra

A Copa de 1982 marcou a estreia de um jovem Maradona em Mundiais. Chegando como uma grande promessa do futebol argentino, o camisa 10 mostrou lampejos de seu talento inegável, com dribles desconcertantes e passes precisos. No entanto, a campanha argentina foi marcada pela instabilidade e a eliminação na segunda fase. Para Maradona, a experiência serviu como aprendizado, apesar da expulsão controversa contra o Brasil.

1986: A Mão de Deus e o Gol do Século

A Copa de 1986 foi o palco da consagração de Maradona como um gênio absoluto. Capitão e maestro da seleção argentina, ele carregou a equipe nas costas rumo ao título. Sua atuação foi simplesmente transcendental, com dribles impossíveis, passes milimétricos e uma liderança inspiradora. As quartas de final contra a Inglaterra entraram para a história com dois lances icônicos: a controversa “Mão de Deus” e o “Gol do Século”, uma arrancada espetacular driblando meio time inglês. Na final contra a Alemanha Ocidental, Maradona deu o passe decisivo para o gol do título, eternizando seu nome na história do futebol.

1990: A Luta Heroica e a Amargura da Final

Na Copa de 1990, uma Argentina menos brilhante dependeu ainda mais do talento e da garra de Maradona. Mesmo com problemas físicos e uma equipe oscilante, o camisa 10 liderou a seleção a duras penas até a final. Nas oitavas de final contra o Brasil, protagonizou um lance genial, deixando Caniggia livre para marcar o gol da vitória. Nas semifinais contra a Itália, em Nápoles, sua cidade, brilhou nos pênaltis. A final contra a Alemanha Ocidental foi marcada por um pênalti controverso que deu o título aos alemães, deixando Maradona e a Argentina com a amarga sensação de terem chegado tão perto.

1994: O Adeus Doloroso

A Copa de 1994 prometia ser a última dança de Maradona em Mundiais. Após um início animador, com um gol espetacular contra a Grécia, a notícia de seu doping por efedrina abalou o mundo do futebol. Maradona foi suspenso e a Argentina, abalada pela perda de seu líder, acabou sendo eliminada. O adeus precoce e doloroso de Maradona da Copa marcou o fim de uma era e deixou um gosto amargo em sua história com o torneio.

A trajetória de Maradona nas Copas do Mundo é uma montanha-russa de emoções, marcada por momentos de genialidade pura, controvérsias e uma paixão inigualável pelo jogo. Mesmo com os altos e baixos, seu legado nos Mundiais é inegável, eternizando-o como um dos maiores jogadores de todos os tempos.

Maradona Técnico em 2010: A Paixão à Beira do Campo

Após 16 anos longe dos gramados da Copa do Mundo como jogador, Maradona retornou ao torneio em 2010, desta vez como técnico da seleção argentina. Sua nomeação gerou grande expectativa e paixão entre os torcedores, que viam em sua figura a esperança de um novo título. A Argentina, sob o comando de Maradona, teve uma fase de grupos sólida, com vitórias sobre Nigéria, Coreia do Sul e Grécia. Nas oitavas de final, a equipe superou o México com um placar de 3 a 1. No entanto, o sonho do tricampeonato foi interrompido nas quartas de final, com uma derrota contundente por 4 a 0 para a Alemanha. Apesar da eliminação, a passagem de Maradona como técnico na Copa de 2010 foi marcada por sua entrega apaixonada à beira do campo e pela tentativa de transmitir sua garra e genialidade aos jogadores.


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