A carreira de Romário em Copas do Mundo é um estudo de talento inegável, momentos de glória e ausências controversas, que abrangem o período de 1986 a 2002.
Romário surgiu para o futebol bastante jovem e brilhou no Vasco da Gama desde cedo. Subiu ao profissional no Vasco em 1985 e chamou a atenção de muita gente, tanto que chegou a ser cogitado para uma convocação para a Copa de 1986, para ao menos ser parte do grupo dirigido por Telê Santana.
Sua primeira participação em uma Copa do Mundo acabou sendo na Itália em 1990. Apesar de ser uma das estrelas mais comentadas antes do torneio, uma lesão séria sofrida três meses antes do pontapé inicial limitou sua atuação. Ele se esforçou para se recuperar a tempo e garantiu uma vaga no elenco, mas sua falta de ritmo o restringiu a apenas 66 minutos em um único jogo, contra a Escócia. O Brasil foi eliminado nas oitavas de final pela Argentina, e a participação de Romário foi, no geral, discreta e frustrante (principalmente para ele mesmo, que chegou a dizer que não gostaria de voltar à Seleção após 1990).
O auge de Romário em Copas veio na Copa do Mundo de 1994 nos Estados Unidos. Após um período de desavenças com o técnico Carlos Alberto Parreira, que o havia deixado de lado na seleção, Romário foi fundamental para a classificação brasileira ao marcar dois gols decisivos contra o Uruguai no Maracanã. Já no Mundial, ele foi o grande protagonista do tetracampeonato brasileiro, com atuações brilhantes. Apelidado de “Baixinho”, ele marcou cinco gols no torneio, e deu uma assistência crucial contra os Estados Unidos nas oitavas de final, além de ter sido o herói do gol de cabeça na semifinal contra a Suécia. Sua parceria com Bebeto no ataque foi lendária, e ele foi eleito o Melhor Jogador da Copa, recebendo a Bola de Ouro da FIFA. Na final contra a Itália, após um empate sem gols, Romário converteu sua cobrança na disputa de pênaltis, ajudando o Brasil a encerrar um jejum de 24 anos sem títulos mundiais.
A Copa do Mundo de 1998 na França guardava uma grande frustração para Romário. A expectativa era de que ele formasse uma parceria devastadora com Ronaldo, o “Ro-Ro”, que havia brilhado em jogos preparatórios. No entanto, uma lesão na panturrilha, dias antes do início da competição, o tirou do Mundial. A notícia da exclusão foi devastadora para o jogador, que chorou publicamente e expressou sua profunda tristeza. A ausência de Romário foi um golpe para a seleção, que acabou perdendo a final para a anfitriã França.
Por fim, a Copa do Mundo de 2002 na Coreia do Sul e Japão também não contou com a presença de Romário. Apesar de uma forte campanha popular e de ter demonstrado boa forma em alguns jogos antes do torneio, o técnico Luiz Felipe Scolari optou por não convocá-lo, alegando que o grupo estava fechado e que Romário havia pedido dispensa de uma Copa América anteriormente, o que teria quebrado a confiança do treinador. A decisão gerou grande debate e frustração entre os torcedores, mas a seleção brasileira acabou conquistando o pentacampeonato sem ele.
A trajetória de Romário em Copas do Mundo, embora com poucas participações efetivas, é marcada por um brilho intenso em 1994, que o eternizou como um dos maiores atacantes da história do futebol brasileiro.
Fontes: Wikipedia / LaLiga / Goal.com / Gazeta Esportiva / FourFourTwo
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