
A Copa do Mundo de 2018 marcou a primeira participação do Panamá no maior torneio de futebol do planeta, e, apesar de uma goleada sofrida, um momento se eternizou na memória dos torcedores panamenhos: o gol de Felipe Baloy. O zagueiro, que entrou para a história como o autor do primeiro tento do país em Copas, protagonizou uma cena de pura emoção e significado em um jogo que, para muitos, valeu mais do que o placar final.
O cenário foi a partida contra a Inglaterra na segunda rodada da fase de grupos. O Panamá, que havia adotado uma postura mais defensiva contra a Bélgica, tentou uma abordagem mais ofensiva contra os ingleses, o que abriu espaços e resultou em uma goleada. A Inglaterra, com facilidade, construiu um placar elástico. Harry Kane, artilheiro da Copa, brilhou marcando três gols, com John Stones contribuindo com outros dois e Jesse Lingard completando a “chuva” de gols no primeiro tempo, que terminou em 5 a 0. O sexto gol inglês veio na segunda etapa, com um desvio em Kane.
Mesmo com o placar adverso de 6 a 0, o Panamá não desistiu de buscar seu gol histórico. Aos 20 minutos do segundo tempo, Murillo teve uma grande chance, mas o goleiro Pickford defendeu. Pouco depois, Torres quase marcou, com a bola passando rente à trave. A persistência panamenha foi recompensada aos 32 minutos do segundo tempo. Após uma cobrança de falta na área inglesa, Felipe Baloy, que havia entrado em campo aos 23 minutos, esticou-se para tocar a bola para o fundo da rede.
O gol de Baloy, o primeiro da história do Panamá em Copas do Mundo, desencadeou uma explosão de festa caribenha nas arquibancadas. O zagueiro, que raramente marcava e já planejava se aposentar da seleção após o Mundial, não conteve a emoção e chorou copiosamente na comemoração, apontando para o banco de reservas e sendo abraçado pelos companheiros. O técnico Hernán Darío Gómez aplaudiu de pé o feito histórico do seu jogador.
Para Baloy, de 37 anos, que fez parte de uma geração que lutou intensamente para levar o Panamá à sua primeira Copa do Mundo – superando desafios como a derrota por 4 a 0 para os EUA e uma virada histórica nas Eliminatórias contra a Costa Rica –, o gol era mais do que um mero “gol de honra”. Foi a coroação de uma jornada de sacrifício e a realização de um sonho para uma nação apaixonada por futebol. Mesmo lamentando a goleada sofrida, Baloy expressou que o placar serviria como um aprendizado para o desenvolvimento do futebol panamenho.
Fonte: Agência Brasil / UOL / R7



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