A Copa do Mundo de 1990, na Itália, é frequentemente lembrada pela frieza tática e pelo baixo número de gols. No entanto, um momento peculiar e bastante físico no jogo entre Brasil e Escócia, pela fase de grupos, em 20 de junho, chamou a atenção e se tornou parte do folclore do Mundial: a forte bolada de Branco no rosto do escocês Murdo MacLeod.
O Brasil, sob o comando de Sebastião Lazaroni, vinha de duas vitórias e buscava garantir a liderança do grupo. O jogo contra a Escócia, no Estádio Delle Alpi, em Turim, era tenso e disputado. O placar estava 0 a 0 até os 81 minutos, quando Careca marcou o gol da vitória brasileira.
O Lance Inesperado
O incidente ocorreu no primeiro tempo da partida. O lateral-esquerdo Branco, conhecido por seu chute potente, tentou um cruzamento ou um passe forte. A bola, com muita velocidade, acabou acertando em cheio o rosto de Murdo MacLeod, meio-campista escocês, que estava na marcação. O impacto foi tão forte que MacLeod caiu no chão, desorientado e com o nariz sangrando, necessitando de atendimento médico.
O lance gerou um momento de apreensão, mas logo se transformou em algo cômico para muitos, pela inesperada força do impacto e pela reação de MacLeod. O jogo foi paralisado para o atendimento, e MacLeod conseguiu retornar à partida, embora visivelmente abalado.
Reações e Depoimentos
Anos depois, os envolvidos relembraram o episódio com bom humor, mas também com a clareza do impacto sofrido.
Branco, o autor da bolada, comentou em diversas entrevistas sobre a potência de seu chute e a infelicidade do lance:
- “Eu tentei cruzar a bola, mas ela desviou e pegou nele em cheio. Coitado! Eu tinha um chute muito forte, e a bola foi na cara dele. Fiquei preocupado na hora.”
- “Foi um acidente, claro, mas a bola pegou com força. Ele [MacLeod] deve ter sentido.”
Murdo MacLeod, por sua vez, demonstrou resiliência e bom humor ao recordar o momento:
- “Foi como ser atingido por um caminhão! Lembro-me de estar no chão e sentir o nariz sangrando muito. Ele [Branco] tinha um chute poderoso, sem dúvida.”
- “Depois do jogo, não houve ressentimento. É futebol, essas coisas acontecem. Mas eu senti aquela bolada por dias!”
Fonte: UOL / Daily Record / The Times



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