
Quando falamos de Arnaldo Cezar Coelho, lembramos da época em que ele dividia as transmissões da TV Globo com Galvão Bueno e por bordões curiosos envolvendo a arbitragem, como o “A regra é clara”, “Pode isso, Arnaldo?”, mas ele também foi um dos árbitros mais importantes da história do futebol brasileiro e por quê não, mundial.
O ápice de sua carreira nos gramados foi na Copa do Mundo de 1982, realizada na Espanha, quando ele apitou simplesmente a final entre Itália e Alemanha Ocidental. O árbitro, que já era um nome de destaque no cenário mundial, escreveu seu nome na história ao se tornar o primeiro não europeu a comandar uma decisão de Copa do Mundo.
A escalação de Arnaldo para a final foi recebida com surpresa e orgulho no Brasil. Em um bate-papo bem descontraído durante um programa “Bem, Amigos” em 2021, o próprio árbitro revelou que recebeu a notícia por telefone, apenas três dias antes da partida, um momento que ele sempre valorizou. Na ocasião ele contou que estava tranquilo e preparado para a tarefa, demonstrando a calma e a segurança que o caracterizavam em campo.
A final, disputada no Santiago Bernabéu, em Madrid, terminou com a vitória da Itália por 3 a 1. A atuação de Arnaldo foi considerada segura e competente, que na ocasião foi elogiada na transmissão pelo narrador Luciano do Valle, especialmente em um lance onde árbitro marcou bem uma falta perigosa a favor da Itália.
Outro lance que chamou a atenção foi a forma como Arnaldo encerrou o jogo. Passado o tempo regulamentar, ele se posicionou estrategicamente em frente a uma troca de passes da Itália (que já se preparava para comemorar o seu terceiro título) e interceptou a bola com o pé e a ergueu acima de sua cabeça, como quem ergue um troféu. “Era uma forma de ficar com ela”, revelou Arnaldo. “Já que… juiz de futebol é muito difícil de ser homenageado… e aí eu disse, eu vou me homenagear!”, brincou ele sobre esse momento.
Em outra entrevista, para o programa “Conversa com o Bial”, ele mostrou a bola/troféu que guarda com carinho. “É o maior troféu que eu tenho”, contou. E ele ainda foi além, o ex-árbitro conseguiu deixar a bola ainda mais especial, reunindo autógrafos dos jogadores que disputaram aquela decisão, se aproveitando de um evento festa que reuniu os jogadores, 25 anos depois: “Fui em uma festa e consegui o autógrafo de todos os jogadores, menos do goleiro italiano, Dino Zoff, e de um jogador que tinha falecido. Mas todos eles assinaram, inclusive os jogadores alemães que participaram”, contou Arnaldo.
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Fonte: Sportv / UOL / TV Brasil



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