
Antes de mais nada é importante dizer: nenhuma seleção do mundo é maior do que a do Brasil quando o assunto é Copa. O Brasil esteve em todas as Copas desde 1930, é a equipe com mais vitórias (76), com maior número de gols (237) e tantos outros recordes que fazem da Seleção Brasileira a protagonista histórico do torneio até os dias de hoje.
E como todo grande protagonista de filmes e séries, é bastante natural que entre tantos momentos de glória, também hajam momentos de fracasso e derrotas. Algumas são comuns do esporte, mas outras doem um pouco mais, seja pelo placar elástico ou pelo contexto histórico.
Relembre aqui os momentos em que o Brasil mais sofreu com uma derrota em mundiais:
Brasil 1 x 3 Espanha (1934)
Não era a primeira derrota, mas foi a primeira com o time sofrendo três gols em uma única partida e logo na estreia. A frustração ficou ainda maior porque na ocasião, o regulamento da Copa era apenas uma grande fase de mata-mata e ao perder para a Espanha por esse placar, o futebol brasileiro deu adeus ao sonho do título com apenas um jogo disputado.
Brasil: Roberto Pedrosa, Luis Luz, Zé Luiz, Sylvio Hoffmann, Heitor Canalli, Martim Silveira, Tinoco, Waldemar de Brito, Lêonidas, Armandinho e Patesko.
Tec: Luís Augusto Vinhaes
Espanha: Zamora, Jacinto Quincoces, Ciriaco, Muguerza, Simón Lecue, Martín Marculeta, Lafuente, José Iragorri, Isidoro Langara, Leonardo Cilaurren e Guillermo Gorostiza.
Tec: Amadeo García
Gols:
Iraragorri (2x) e Lángara – Espanha
Leônidas – Brasil
Brasil 1 x 2 Uruguai (1950)
Essa foi um placar bastante comum, aliás, é o placar mais comum em jogos da história das Copas, mas foi uma das mais doloridas diante do contexto histórico. Com um empate o Brasil ganhava o título em casa, diante de sua torcida em um Maracanã pulsante e lotado. O time vinha de duas goleadas e a vitória sobre os uruguaios parecia apenas questão de tempo. Faltou combinar com eles, que calaram o país e conquistaram o título, dando o primeiro e doloroso vice para o Brasil.
Brasil: Barbosa, Augusto, Juvenal, Bigode, Danilo, Bauer, Zizinho, Friaça, Ademir Menezes Jair e Chico.
Tec: Flávio Costa
Uruguai: Roque Máspoli, Victor Andrade, Eusebio Tejera, Matías González, Obdulio Varela, Schubert Gambetta, Alcides Ghiggia, Óscar Miguez, Julio Pérez, Rúben Morán e Juan Schiaffiino.
Tec: Juan López
Gols:
Ghiggia e Schiaffino – Uruguai
Friaça – Brasil
Brasil 2 x 4 Hungria (1954)
O Brasil se recuperava e montava uma boa equipe (que seria a base da Seleção campeã quatro anos depois) para a Copa de 1954, na Suíça, mas caiu justamente para enfrentar a poderosíssima Hungria de Puskas e Kocsis. E no jogo que ficou conhecido como a Batalha de Berna, as duas seleções consideradas favoritas para aquele título (que ficaria com a Alemanha Ocidental) fizeram um jogo com muita intensidade, gols e polêmicas. Seria a primeira vez que o Brasil seria derrotado sofrendo quatro gols.
Brasil: Castilho, Djalma Santos, Pinheiro, Nílton Santos, Bauer, Didi, Brandãozinho, Julinho, Maurinho, Humberto Tozzi e Índio.
Tec: Zezé Moreira
Hungria: Gyula Grosics, Jeno Buzánsky, Gyula Lóránt, Mihály Lantos, József Zakariás, Nándor Hidegkuti, Jozsef Bozsik, József Tóth, Sandor Kocsis, Zoltan Czibor e Mihály Tóth
Tec: Gusztáv Sebes
Gols:
Hidekgkuti, Kocsis (2x) e Lantos – Hungria
Djalma Santos e Julinho Botelho – Brasil
Brasil 1 x 3 Hungria (1966)
O Brasil vinha invicto em Copas do Mundo desde 1954 (justamente após perder da própria Hungria). Esse jogo marcou o fim do recorde de maior número de partidas consecutivas sem perder de um país em Copas do mundo, 13 jogos sem perder, recorde ainda intacto. Do primeiro jogo até esse, foram dois títulos mundiais, um Rei surgindo e a gigantesca expectativa para mais uma campanha boa na Inglaterra, o que não aconteceu. O time não se encontrou e sofreu sem Pelé em campo, que saiu machucado após apanhar bastante na estreia do Brasil contra a Bulgária.
Brasil: Gilmar, Djalma Santos, Altair, Paulo Henrique, Bellini, Gerson, Lima, Alcindo, Jairzinho, Garrincha e Tostão
Tec: Vicente Feola
Hungria: József Gelei, Beno Káposzta, Sándor Mátrai, Kálmán Mészöly, Gusztáv Szepesi, Ferenc Sipos, Flórian Albert, János Farkas, Gyula Rákosi, Imre Mathesz e Ferenc Bene.
Tec: Lajos Baróti
Gols:
Bene, Farkas e Mészöly – Hungria
Tostão – Brasil
Brasil 1 x 3 Portugal (1966)
Logo em seguida, o Brasil pegaria Portugal em jogo de vida ou morte, em outro jogo bastante duro e com Pelé ainda fora de forma, o Brasil dependendo do talento de muitos jovens e com o técnico Feola promovendo NOVE mudanças em relação ao jogo da Hungria, o Brasil acabou sendo presa fácil para Portugal, mais uma vez sofrendo três gols e pela primeira (e única vez) sendo eliminado na primeira fase (em fase de grupos) da Copa do Mundo.
Brasil: Manga, Fidélis, Brito, Orlando Peçanha, Rildo, Denilson, Lima, Jairzinho, Pelé, Silva Batuta, Paraná
Tec: Vicente Feola
Portugal: José Pereira, Vicente Lucas, Alexandre Baptista, Hilário Conceição, Mário Coluna, Jaima Graça, José Augusto, Morais, Eusébio, José Torres e António Simões
Tec: Otto Glória
Gols:
Simões e Eusébio (2x) – Portugal
Rildo – Brasil
Brasil 0 x 3 França (1998)
O time era o atual campeão do mundo, vinha de uma Copa irregular, mas para muita gente era o melhor time do que a dona da casa. Tanto que um ano antes havia vencido com tranquilidade a mesma França em um outro torneio. A convulsão de Ronaldo horas antes da final teria sido um fator que mexeu muito com o psicológico do time, que entrou perdido em campo e sofria, então então, a maior derrota em diferença de gols, da história das Copas. E justamente em uma decisão.
Brasil: Taffarel, Cafu, Aldair, Júnior Baiano, Roberto Carlos, César Sampaio (Edmundo), Dunga, Leonardo (Denilson), Ronaldo, Bebeto e Rivaldo
Tec: Zagallo
França: Fabien Barthez, Lilian Thuram, Marcel Desailly, Frank Lebouf, Bixente Lizarazu, Didier Deschamps, Emmanuel Petit, Christian Karembeu (Alain Boghossian), Zinedine Zidane, Youri Djorkaeff (Patrick Vieira) e Stéphane Guivarch (Christophe Dugarry)
Tec: Aimé Jacquet
Gols:
Zidane (2x) e Petit – França
Brasil 0 x 3 Holanda (2014)
Esse é conhecido como um jogo que pouca gente lembra, pois era partida válida pela disputa do terceiro lugar e o Brasil vinha da melancólica semifinal e uma derrota inesquecível. Poucos torcedores tinham interesse de acompanhar a Seleção depois do 7 a 1. Em campo, a ideia era juntar os cacos e tentar tirar a péssima impressão e terminar a campanha com um resultado honroso. Apático, o time entrou mais uma vez desorganizado e em 15 minutos já estava 2 a 0 para a Holanda, que depois tirou o pé e virou um amistoso, até que no final da partida, veio o terceiro gol, igualando o segundo pior placar em derrotas brasileiras nas Copas, que era o jogo da Final de 1998.
Brasil: Júlio César, David Luiz, Thiago Silva, Maxwell, Maicon, Willian, Luiz Gustavo (Fernandinho), Paulinho (Hernanes), Jô, Oscar e Ramires (Hulk)
Tec: Felipão
Holanda: Jasper Cillessen (Vorm), Ron Vlaar, Bruno Martins Indi, Stefan de Vrij, Jonathan de Guzmán, Jordy Clasie (Joël Veltman), Georginio Wijnaldum, Daley Blind (Dary Janmaat), Dirk Kuyt, Arjen Robben e Robin Van Persie
Tec: Louis Van Gaal
Gols:
Van Persie, Blind e Wijnaldum – Holanda
Brasil 1 x 7 Alemanha (2014)
Essa partida dispensa comentários, certo? Entre as grandes seleções do futebol mundial, é a pior derrota da história dos mundiais pelo placar e pelo contexto: uma semifinal de Copa, onde a equipe que jogava em casa levou uma sonora goleada. Com um apagão dos 23 aos 29 minutos do primeiro tempo onde o Brasil levou incríveis quatro gols, a tragédia estava feita e o resultado irreversível.
Brasil: Júlio César, David Luiz, Dante, Marcelo, Maicon, Fernandinho (Paulinho), Luiz Gustavo, Oscar, Hulk (Ramires), Fred (William) e Bernard
Tec: Felipão
Alemanha: Manuel Neuer, Phillip Lahm, Benedikt Howedes, Mats Hummels (Mertsacker), Jérôme Boateng, Toni Kroos, Mesut Ozil, Sami Khedira (Draxler), Bastian Schweinsteiger, Miroslav Klose (Schurrle) e Thomas Müller.
Tec: Joachim Low
Gols:
Muller, Klose, Kroos (2x), Khedira e Schurrle (2x) – Alemanha



Deixe um comentário