A Copa do Mundo de 1962, no Chile, imortalizou o bicampeonato brasileiro, mas também eternizou uma cena hilária e peculiar: a invasão de campo de um cachorro vira-lata que “dibrou” Garrincha. O episódio aconteceu durante as quartas de final, no confronto entre Brasil e Inglaterra – um clássico que colocava frente a frente o campeão de 1958 e o futuro campeão de 1966.

No calor da partida, enquanto o Brasil, desfalcado de Pelé, atacava, o meio-campista Zito percebeu que, além dos marcadores ingleses, um cãozinho o acompanhava de perto. A princípio o peludo foi ignorado, apesar dos torcedores gritarem e rirem da situação. Foi então que o intruso forçou a interrupção do jogo pelo árbitro, dando início a uma verdadeira “caçada” no gramado do Estádio Sausalito. Jogadores de ambos os times tentaram, em vão, capturar o ágil animal. Entre eles, o gênio brasileiro que era acostumado a driblar e não a ser driblado.

Garrincha, o inigualável “Rei do Drible”, tentou parar o cão e para a diversão do público e a surpresa dos atletas de ambas as equipes, o cachorro aplicou um drible de corpo no craque brasileiro, arrancando gargalhadas do estádio. A situação cômica só foi resolvida quando o atacante inglês Jimmy Greaves, um dos grandes artilheiros da Inglaterra, utilizou uma estratégia inusitada: ele se ajoelhou e encarou o cãozinho face a face, conseguindo pegá-lo em um momento de descuido. Como um “agradecimento” irreverente, o cãozinho maroto ainda “batizou” a camisa de seu capturador com um xixi.

Após o jogo, Garrincha, encantado com a agilidade do animal que conseguiu driblá-lo, decidiu adotá-lo e levá-lo para sua casa no Rio de Janeiro. Poucos dias depois, com a conquista do bicampeonato mundial pelo Brasil, o ilustre invasor ganhou seu nome definitivo: Bi, em homenagem ao título histórico.

Fonte: UOL / Gazeta SP / Independent


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