
Querendo evitar um vexame em sua estreia em Copas do Mundo, a seleção da Grécia inovou e achou um culpado a cada nova derrota: os seus três goleiros. Querendo evitar um desempenho pior do que o anterior a cada partida, foram utilizados os três convocados para aquele mundial. Não adiantou nada.
Os gregos chegavam empolgados para encarar um grupo que tinha Nigéria, Bulgária e a atual vice-campeã do mundo, a Argentina de Maradona, o rival da estreia.
Na estreia, o veterano Antonis Minou estava na meta e levou os quatro gols da Argentina, foi sacado do time para a partida seguinte.
Em uma entrevista em seu país, o goleiro Minou lembrou como foi aquela participação em 1994: “Muito se ouviu e escreveu sobre a Grécia naquela época. Simplesmente não parecíamos prontos para lidar com nossa primeira participação em uma Copa do Mundo.(…).Não estávamos preparados para enfrentar a nova ordem mundial. Competitivamente, houve uma grande diferença de capacidade com a Argentina. Sofremos três derrotas sem marcar um gol. É claro que erros foram cometidos”, comentou.
Contra a Bulgária, quase nada mudou, dessa vez, o reserva imediato, Elias Atmatsidis foi titular, mas levou mais quatro na sacola.
Para evitar que o vexame fosse completo e buscando uma despedida honrosa contra a Nigéria, coube a Christos Karkamanis, até então, o 3º goleiro, assumir a meta. Quis o destino que ele acabasse sendo o menos pior, levou “apenas” dois gols na derrota grega.
A melancólica campanha de estreia dos campeões da Euro dez anos depois terminaria com o último lugar da Copa de 1994, com três derrotas, nenhum gol marcado e dez gols sofridos. Mas, se você acha que a Grécia foi a defesa mais vazada do torneio, engana-se. A Bulgária (que terminou na quarta colocação) e Camarões sofreram mais gols: 11 cada.
Fonte: Sportime / Tanea / ESPN



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