
Reza a lenda que um susto tomou conta da delegação da seleção brasileira às vésperas da final da Copa do Mundo em 1958 na Suécia. Tudo isso porque pelo sorteio, o Brasil teria que enfrentar os anfitriões sem o seu uniforme amarelo, que até ali, tinha dado muita sorte. Ainda com o fantasma de 1950 na cabeça, os jogadores temiam que essa mudança no jogo mais importante pudesse impactar no resultado, já que a alternativa imediata era o uniforme branco.
Nasceria ali um dos maiores símbolos da seleção brasileira, a camisa azul!
E ela foi feita às pressas e graças a uma intervenção divina para o chefe da delegação, Paulo Machado de Carvalho. De acordo com o historiador Rodrigo Ojuara em entrevista ao Globo Esporte, ele se inspirou na padroeira do Brasil para ter uma ideia.
Ele estava aflito com a situação e com o elenco abatido, então decidiu rezar. Quando levantou a cabeça do local onde estava, viu a imagem de Nossa Senhora Aparecida na parede e do manto azul dela veio a inspiração para a camisa que o Brasil usaria. Ele sentiu que o manto azul daria o título para a seleção – explica o historiador.
Daí pra frente começou a correria para achar uniformes na cidade de Estocolmo. Felizmente, eles conseguiram encontrar em uma loja especializada um kit com 22 camisas azuis.
Na noite anterior à final, o massagista Mário Américo e o médico Francisco Alves tiveram a missão de costurar e bordar o escudo da CDB (atual CBF) e os números no novo manto, que como todos nós sabemos deu sorte e fez o Brasil finalmente levantar o caneco.
Logo na estreia da azul, o Brasil brilhou. Com gols de Zagallo, Vavá, duas vezes, e do ainda jovem Pelé, também duas vezes, a seleção venceu a Suécia por 5 a 2.
Com Pelé e Garrincha em campo, o Brasil nunca perdeu um jogo de Copa do Mundo
Pelé e Garrincha formaram uma dupla histórica, contribuindo significativamente em Copas do Mundo, com 30 partidas pela Seleção e um impressionante recorde de vitórias.
Pelé, o Rei do futebol
Pelé, ícone do futebol e ídolo das Copas do Mundo, conquistou seu primeiro título aos 17 anos em 1958. Apesar de lesões em 1962 e 1966, sua liderança foi vital para a seleção. Em 1970, no auge, levou o Brasil ao tricampeonato, solidificando seu legado como uma lenda eterna do esporte.
Livro conta a importância dos negros na Seleção Brasileira que venceu a Copa do Mundo de 1958
Se o negro tem o espaço e o respeito que tem hoje no futebol brasileiro, foi por causa dessa Copa, da conquista de 1958



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