
Dieguito chegou aos EUA como o principal nome de uma promissora geração que vinha de duas finais de Copa e um título sob seu comando em campo.
Mesmo assim, era pouco provável que ele ainda retornasse aos gramados para 1994, após ter problemas com drogas anos antes, ter engordado bastante e ter abandonado o futebol em 1993.
Foi um choque para o mundo quando aos 33 anos, ele surgiu em forma, meteu a camisa 10 e faixa de capitão para defender seu país na Copa. E foi aos 15 minutos do segundo tempo da partida de estreia contra a Grécia que ele marcou seu último gol em mundiais e comemorou de maneira raivosa, imagem que entrou pra história.
O fim de Maradona em Mundiais chegou após a vitória por 2 a 1 contra a Nigéria, em um jogo onde o camisa 10 deu uma assistência para Caniggia marcar o gol da vitória.
Após o jogo, ele foi escalado para fazer o exame antidoping e saiu de campo de braços dados com uma enfermeira. Outra imagem que também marcou a história daquela Copa, principalmente por ser a última do craque em campo nos Mundiais.
Neste exame, ele seria pego pelo uso de cinco substâncias proibidas: os produtos, da família efedrina – efedrina, norefedrina, pseudoefedrina, norpseudoefedrina e metaefedrina – estão presentes em descongestionantes nasais e podem dar um estímulo adicional os jogadores.

Diego chegou a dizer: “cortaram-me as pernas”, ao declarar que não havia feito uso de substâncias proibidas.
Maradona – e a Argentina como um todo – não aceitou o caso e nem a punição. O capitão de 1986 chegou a “jurar pelas filhas” que não havia se dopado. Muita gente foi acusada pelo incidente, desde o médico da delegação, culpado por prescrever um medicamento vetado pela FIFA. Antes mesmo de ser formalmente acusado de doping, a AFA baniu Maradona para evitar problemas na sequência do torneio. Terminava ali a história de Diego na Copa e era o começo do fim de sua carreira como jogador.
Há uma teoria da conspiração de que foi um plano da CIA para tirar Maradona da Copa “porque não ia pegar bem um jogador ligado ao narcotráfico” em uma Copa disputada no país governado por Bill Clinton.
Também existe um livro chamado “Inocente”, escrito por Fernando Niembro e Julio Llinás, que conta mais sobre essa teoria. Segundo ele, as substâncias teriam chegado ao corpo de Maradona por meio de uma hóstia batizada entregue ao craque por um padre envolvido no esquema, procurado pelos argentinos para uma inocente bênção durante o Mundial.
Para o lendário comentarista esportivo Silvio Lancelotti, Maradona deveria ter sido inocentado e ter jogado a Copa normalmente em 1994 e certamente seria um dos grandes nomes daquela edição.
Sem ele em campo, a Argentina sucumbiu para duas das sensações da Copa: Bulgária e Romênia. Ainda na fase de grupos, perdeu por 2 a 0 para a Bulgária no primeiro jogo sem o D1ez. Nas oitavas de final e foi derrotada por uma das sensações daquele mundial, a Romênia, que comandada pelo talentoso camisa 10 Hagi, venceu o jogo por 3 a 2.
Maradona voltaria à Copa do Mundo em 2010, como treinador da seleção da Argentina que chegou até às quartas-de-final e foram eliminados pela Alemanha numa derrota por 4 a 0.

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